
A Coimbra Viva SRU surge na sequência de
diversas acções preparatórias patrocinadas
pela Câmara Municipal de Coimbra e da publicação
de legislação específica, o Decreto-Lei
nº
104/2004
de 7 de Maio (Ficheiro de 144Kb) que definiu o quadro
legal da actuação
das Sociedades de Reabilitação Urbana.
A Câmara Municipal de Coimbra levou a cabo em Maio de 2003 a realização de uma Conferência Internacional para debater o “Processo de Recuperação, Renovação Urbana e Social da Baixa”. Dessa Conferência resultou um conjunto de importantes conclusões, de que se cita:
Ainda em Maio de 2003 a Câmara Municipal de Coimbra celebrou um protocolo com a Universidade de Coimbra no valor de um milhão de euros, visando o levantamento exaustivo da realidade urbana da Baixa de Coimbra, contemplando ainda o desenvolvimento de modelos de análise dos dados levantados. O levantamento pluridisciplinar e seu tratamento abrange quatro especialidades:
Os levantamentos no terreno ficaram concluídos em Março de 2005, procedendo-se neste momento à introdução e tratamento dos dados levantados em ambiente informático, esperando-se que a sua conclusão permita em breve a sua utilização total e intensiva como ferramenta de apoio à decisão.
Este trabalho levado a cabo por uma equipa interdisciplinar do mais alto nível científico e técnico é totalmente inédito, quer pela dimensão da área geográfica abrangida, quer pelo conjunto de funções abrangidas e capacidade de análise desenvolvida.
Esta relação entre a Autarquia e a Universidade significa ainda um passo gigantesco no sentido de um correcto e profícuo inter-relacionamento entre as duas Entidades que tanto tempo estiveram de costas voltadas e agora demonstram na prática como a Cidade e a Universidade podem ambas beneficiar de um bom entendimento e conjugação de vontades.
A Comissão Interdisciplinar da Baixa, constituída por representantes do Gabinete do Centro Histórico e dos Departamentos da Habitação e do Planeamento foi responsável pela organização e realização da “Conferência Internacional sobre a Recuperação, Renovação Urbana e Social da Baixa de Coimbra” em Maio de 2003.
Após a realização da Conferência, a Câmara Municipal de Coimbra decidiu a continuidade de funções daquela Comissão com o objectivo de acompanhar os trabalhos de levantamento da Universidade e, além de outras funções, elaborar um documento estratégico e uma base programática para os futuros projectos visando a reabilitação da Baixa.
Esta Comissão concluiu em Fevereiro de 2005 a elaboração de um relatório propositivo aprovado pela Câmara Municipal em 30 de Março do mesmo ano, definindo o balizamento da acção de Reabilitação Urbana a levar a cabo pela Coimbra Viva SRU.
Clique na imagem ou neste link
para fazer o download do relatório em versao .pdf
(Ficheiro
de 42MB)

Coimbra Cidade: área – 3.000 ha
População: 106.800 hab.
Centro Histórico: área – 545 ha
População: 13.500 hab.
Área de estudo: área – 14 ha
Z1 – 1,6 ha;
Z2 – 1,2 ha;
Z3 – 1,68 ha;
Z4 – 2,43 ha;
Z5 – 0,64 ha;
Z6 – 2,66 ha;
Z7 – 1,57 ha;
Z8 – 2,22 ha;
Total: 14 hectares
O Relatório da Comissão Interdisciplinar da Baixa, aprovado pela Câmara Municipal de Coimbra, define uma área de actuação com 14 Ha, dividida em 8 zonas prioritárias, para a qual propõe critérios gerais de intervenção, como sejam:
Verifica-se assim que o surgimento da Coimbra Viva SRU ocorreu na sequência de várias acções e iniciativas todas convergentes na decisão de avançar com a Reabilitação da Baixa de Coimbra de uma forma não casuística, mas sustentada, com grande respeito pelos patrimónios social, arquitectónico, arqueológico e cultural da zona envolvida.
Este trabalho não vai ser fácil nem rápido, já que os aspectos a ter em consideração são vários e por vezes aparentemente contraditórios, tendo em atenção que:
Coimbra, como cidade histórica que é, não pode continuar a dar-se ao luxo de ter o seu centro antigo ao abandono e nas actuais condições degradantes, quer para os seus habitantes, quer para os seus utentes e turistas.
A Baixa terá que ter condições para atrair novos moradores que gostem de lá viver. Terá que ter “funções e actividades âncora” que garantam uma vivência intensa e actividades económicas de qualidade, tudo isto em pleno respeito por uma vivência histórica e um património edificado existente. Sublinha-se a importância de explorar a vantagem da especialização de algumas áreas da Baixa (por exemplo para actividades turísticas, artes e cultura, serviços específicos, artesanato, comércio, etc.)
A Coimbra Viva SRU procedeu entretanto à análise de toda a área da Baixa com o objectivo de definir as “unidades de intervenção” prioritárias, bem como a definição das opções de fundo com vista à elaboração dos necessários “planos estratégicos” para cada unidade de intervenção. Todo este processo será objecto do envolvimento dos proprietários e arrendatários (residentes ou actores económicos) e discussão pública em pelo menos duas fases.
Na sequência da definição da 1ª Unidade de Intervenção, que abrange três quarteirões entre as Ruas da Nogueira, da Sofia, da Moeda, Direita e Praça 8 de Maio e “bota-abaixo”, a Coimbra Viva SRU realizou um concurso público para elaboração do respectivo Documento Estratégico, que se encontra em fase de finalização.
Em simultâneo, a Coimbra Viva SRU procede a contactos com proprietários de outros quarteirões com vista à assunção da reabilitação urbana desses quarteirões por eles próprios, criando as condições para que isso suceda.
O objectivo é tão importante para Coimbra e o seu futuro, que bem merece o empenho e a colaboração de todos quantos se preocupam com a nossa Cidade.
A Coimbra Viva SRU agradece a colaboração, as sugestões e comentários que todos os interessados na Reabilitação da Baixa de Coimbra nos queiram trazer.